SEÇÃO 31 INTERCOM #18 – Borgs, Coletividade e Individualidade

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Não resista, ouvinte. Será inútil!

Enfim vamos nos dedicar a falar sobre os populares Borgs, e porque exercem esse fascínio em nós e nos aterrorizam! Escape da assimilação com Fernando Torelly (Figura de Ódio), Roberta Manaa e Waldomiro e venha discutir as contradições e os retcons desses intrigantes seres cibernéticos!
Rainha Borg, Hugh, Locutus, Sete de Nove… todos eles e muito mais são trazidos à baila para analisar a Coletividade enquanto tentamos entender a nossa própria coletividade aqui na Terra (que no fim das contas, não parece ser muito diferente dos Borgs…)
Venha adicionar sua distinção biológica e tecnológica, não se importando com o aviso do Zefram Cochrane, a matança aleatória de zangões, e nem com o bebê Borg na gaveta!

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  • Serial101

    A questão sobre a origem dos borgs não me parece um mistério. Assim como eu tenho acesso 24 horas por dia a internet via uma caixinha preta que eu carrego no bolso provavelmente com os Borg aconteceu o mesmo. Depois alguem sugeriu instalar uma antena direto na coluna de uma pessoa, o que fez surgir a necessidade de instalar uma bateria, o que permitiu que você usasse essa bateria pra mais coisas como uma camera no lugar de um olho, ou uma arma no lugar da mão.
    enquanto isso cada vez as pessoas estão conectadas a internet, dividindo informações, conversando como nós, ouvindo gravações antigas para saber qual a referencia que outra pessoa disse sobre algo ou a piada da vez, com o tempo era mais produtivo fazer como seu computador e não ter informação redundante, então pra que o valdomiro e a renata se lembrarem de todos os episódios de Jornada? Ele se lembra de tudo, ela libera espaço para Jogo dos Tronos, e cada um pega “streaming” da memória dele quando é preciso.
    Lógico que isso gera um problema, são as memorias dele com impressões dele, não é objetivo, então tira as impressões dele, deixe apenas o conteúdo, apenas a razão, nada de emoção.
    com o tempo a mente unica foi formada, assim como a internet, onde aparentemente memes tem mais poder de penetração que misseis terra-ar.
    o mais impressionante é terem criado esse conceito quando a internet (o mais perto que a realidade já chegou do coletivo Borg) só chegou ao grande publico quase meia década depois.

    e eu não gosto, e duvido que alguém goste.

  • Renata

    Olá!

    Eis um dos meus assuntos favoritos quando se trata de Jornada: Os Borg. Eu sou fã declarada dessa raça aterrorizante e gostei muito de como vocês aproveitaram o conceito de coletividade Borg para traçar um paralelo com a nossa realidade. Acho isso altamente construtivo!

    Bom, quanto aos Borg mesmo, eu não gosto das “atualizações” que foram sendo feitas ao longo do episódios, enfraquecendo e humanizando a raça (nesse defeito maldito que tem Jornada de querer humanizar tudo para obter qualquer identificação ou empatia do publico). A rainha Borg, apesar de ser muito legal, é o fundo do poço.

    Quanto à Federação, pô, realmente, a Almirante Nechayev dizer pro Picard exterminar os Borg da próxima vez, é um cúmulo do absurdo. Mas me leva a pensar que a Frota ou a própria Federação não seja essa entidade uniforme como eles querem fazer parecer. Talvez existam choques de posicionamento dentro da frota quanto às leis e tudo mais, e na sua “jurisdição” cada Almirante faz como achar melhor (como uma federação mesmo), obedecendo uma lei maior, mas com a sua própria interpretação, ou algo assim. E depois responda por isso. Quanto à aitude do Picard em relação ao Hugh. Bom, essa foi a falha de caráter do Picard que o torno um mortal (porque tirando isso, ele é praticamente perfeito). Eu acho que isso se deve ao trauma tremendo que ele sofreu ao ser assimilado como foi mostrando Family, talvez isso seja maior que tudo que ele acredita, algo maior que a moralidade dele…. mas acho que no fim ele meio que se redimiu, afinal de contas libertou o Hugh, e defendeu sua decisão na frente da almirante.

    Eu concordo com o Serial101 quanto ao que poderia ser a origem Borg. De certa forma, podem ser uma raça que começou se conectando como nós e depois de século foi transcendendo até chegar à unidade. Mas prefiro não especular muito, uma das coisas que mais me atrai nos Borg é justamente o inexplicável, o desconhecido.

    Um abraço a todos, amei o podcast!

  • Pingback: SEÇÃO 31 #28 – “Transfigurations” | SEÇÃO 31 | Star Trek Podcast()

  • Naelton Araujo

    não consigo pensar nos Borgs como uma raça ou espécie. Não existe um DNA borg… eles são uma tecnologia absorvendo espécies orgânicas que são descaracterizadas ao serem assimiladas… não vejo aplicação de Primeira Diretiva em relação a eles… merecem e devem ser combatidos de forma visceral… ou criando uma forma de dessamilação coletiva ou simplesmente destruídos por motivos de sobrevivência das demais espécies… todas as espécies deviam se unir contra essa tecnologia… evidentemente os borgs são cada vez mais máquina e menos organismos…

    • http://secao31.blogspot.com.br/ Waldomiro Vitorino

      Olá Naelton!
      O que vemos nas aparições dos Borgs é que eventualmente os indivíduos podem ser desassimilados e reintegrados à sociedade, digamos assim. Inclusive foi muito curioso quando o Doutor Holográfico criou aquela inoculação de anti-assimilação, que impedia as nano-sondas de assimilarem o indivíduo (“Unimatrix Zero” – VOY). Similar ao tratamento contra as nano-sondas que o Dr. Phlox desenvolveu (“Regeneration” ENT).
      Então, exceto quando for um ataque repentino e letal, acho que exterminá-los sumariamente seria uma atitude não muito humanitária da Frota Estelar (uma vez que por tradição em Star Trek, sempre temos proeminentemente essa questão humanitária sendo trazida). E de fato, destruir sem tentar encontrar uma solução para o problema não seria muito “Star Trek”, né?
      Contraditório é quando o Picard, por exemplo, atira sem piedade no Alferes Lynch em “First Contact”, sendo que ele mesmo foi trazido de volta depois de ter se tornado Locutus!
      Phlox, Picard, B’Elanna, Tuvok, Janeway e Seven of Nine foram reintegrados ao seu estado natural depois de terem sido assimilados, eles são a prova de que é possível não partir direto para o extermínio. Temos também os casos de Borgs fora da coletividade, como o Hugh ( “I, Borg” -TNG) e o One (“Drone” – VOY). Aliás, o altruísmo de One, sacrificando a própria vida para salvar a Voyager foi um dos momentos mais tocantes da série na minha opinião. E mais uma prova de que os Borgs tem salvação.

      • Naelton Araujo

        está certo… na verdade eu acho que criaram um inimigo tão poderoso que acabaram por precisar criar fraquezas e mais fraquezas até virar um contrassenso… era pra serem invensíveis e aprova de “desassimilação”…mas continuo não achando como chamá-los de uma espécie…

        • http://secao31.blogspot.com.br/ Waldomiro Vitorino

          Verdade, criaram o inimigo supremo. Daí tiveram que enfraquecê-lo para continuar contando histórias com eles. Concordo que não são uma espécie, e sim mais como um conglomerado de espécies, regido por tecnologia inteligente com pensamento único. Mais ou menos isso, né.

  • Gordura do Ultra

    Gostei do podcast , enfim é meio isso mesmo os Borgs são muito poderosos , e entendo a Frota de querer eliminar uma ameaça tão poderosa que poderia por fim a tudo , eles não negociam e nem desistem igual maquinas mesmo , enfim depois que enfraquecem para poder continuar a aparecer , ai fica meio estranho quererem toda hora eliminar e tudo mais , mas enfim …

    De resto se voltassem podia mesmo atualizar e botar mais como inteligencia artificial que só possuem corpos para se comunicar com outras espécie , num novo tipo de evolução Borg .

    De mais Imposto é roubo !

  • xassot

    kkkkkkkkk, Eu ri quando o Wladomiro falou que fazer prequel sempre vai dá merda, porque afinal de contas o Discovery vai ser outro prequel

  • Gordura do Ultra

    Olha voltando a comentar , acho que a questão do porque da Doutora Crusher não saber nada dos Borg , é meio bizarra mas vou explicar : a viagem no tempo de Star Trek segue a linha De Volta Para o Futuro , logo na época daquele episódio os Borgs nunca tinham surgido na Terra , só que após o filme Primeiro Contato , alterou a realidade e a Enterprise se passa nessa realidade alterada .

    Uma outra prova da alteração é no DS9 quando Sisko volta e acaba tomando lugar do cara que morreu se tornando ele , a história voltou ao que era mas a alteração ficou como o Sisko sendo o cara , igual no fim do De Volta Para o Futuro que o shopping mudava para Lone Pines Mail

  • Tartaruhga Muhtante

    Borgs são algo que na ficção só dividem espaço no meu subconsciente como algo que mexe com minhas neuroses com a forma de vida alienígena de O Enigma De outro Mundo (The Thing). A sensação da possibilidade da perda da própria consciência (digamos da alma) por uma forma de vida invasora e seu corpo tornado numa mera “argamassa” é algo que me é deveras aterrorizante. Até hoje em nenhum filme de ficção ou terror vi algo que me causasse mais “paranóia” do que esses dois tipos de seres.