SEÇÃO 31 INTERCOM #14 – Caos na Ponte!

 
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ALERTA VERMELHO! O caos está instaurado, na medida em que William Shatner tenta entender a conturbada criação e produção no início da Nova Geração! E quem entra à bordo nessa discussão é Fernando Torelly (Figura de Ódio), RicardoRoberta Manaa e Waldomiro, e todos entupindo o podcast de assuntos aleatórios no processo!
Venha tentar entender o complexo ser humano que Roddenberry foi, irrite-se com seu advogado sem-noção e mal-educado, contabilize inúmeros roteiristas ausentes, brigue com todo mundo, discuta, xingue, grite e no final… tenha uma memorável série de ficção-científica de enorme sucesso de público e crítica!

Tempo de duração: Conturbados 99 min 


COMENTADO NESSE PODCAST:

O documentário “William Shatner Presents: Chaos on the Bridge“, no Vimeo

Trailer do documentário “The Captains” de 2011, também apresentado pelo Tio Bill 

Leonard Maizlish, o advogado intrometido odiado por todos (numa das diversas e belas ilustrações mostradas no documentário) 

O tema de abertura da TOS tinha letra cantada! Sim, uma das jogadas sujas de Roddenberry. Live Long and Profit! 

Trailer de “Trek Nation“, documentário de Rod Roddenberry, o filho do homem! 

O pai do Riker (Mitchell Ryan), que quase foi escalado para o papel do Capitão Picard! 

O ator Yaphet Kotto, que quase foi o primeiro capitão negro protagonista em uma série de Star Trek! 

Destruindo sua infância: o Capitão Kirk foi o primeiro CARECA da franquia! 

Nosso querido James Doohan e seu emocionante relato no documentário “Trekkies 

Richard Arnold, que trabalhou como assistente de Gene durante a produção de TNG

Você conhece a temível “Pantera Descoladora“?!

Página no IMDB do documentário “That Guy … Who Was in That Thing 

O Q em “Breaking Bad“! 

Capa do livro “Inside Trek – My Secret Life with Star Trek Creator Gene Roddenberry“, escrito pela secretária e amante do Roddenberry, Susan Sacket (Será que a Majel Barrett chegou a ler esse livro?!)


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  • Rafa Tekken

    Ótimo Cast! E um adendo: Yaphet Kotto foi o ator negro considerado para ser o Capitão em Next Generation. Ele foi o vilão Dr Kananga em 007 Viva e Deixe Morrer.

    • http://secao31.blogspot.com.br/ Waldomiro Vitorino

      Valeu Rafa, que bom que curtiu! Legal a curiosidade sobre Yaphet Kotto, um dos “quase Picards”. Abraço!

  • Rafael Rabelo

    Ótimo podcast. Novamente, muito obrigado pela dica no Facebook do documentário. Tenho lembrança vaga de quando foi lançado, e jamais sonhava que poderia estar disponível no Netflix nacional.

    Como vocês, Star Trek me motivou a aprender a língua, inicialmente. Em 1997 eu iniciava o ensino médio, sempre com muita dificuldade em inglês. Minha professora de inglês, no interior do estado de GO, comenta que havia morado nos EUA, gostava de TNG, e havia gravado alguns episódios em VHS. Copiei as fitas de video. Somente em 2000 iniciei curso de inglês, já na faculdade, em SP, e pude então compreender finalmente os episódios com clareza. Entre eles estavam The Inner Light, The Arsenal of Freedom e The Neutral Zone.

    Reforço a indicação de leitura do livro “Gene Roddenberry: The Myth and the Man Behind ‘Star Trek'”, do Joel Engel.

    Segundo Engel, o Roddenberry era um camarada com problemas sérios de auto estima. O trabalho com outros escritores o deixava intimidado e era onde os principais problemas de relacionamento dele acontecia. E é curioso notar como o documentário ilustra isso. Camaradas técnicos como o Herman Zimmerman e o Michael Okuda se derretem em elogios ao Roddenberry. Ao contrário dos roteiristas que conviveram com ele em TNG.

    Vocês tocaram no ponto sobre o Roddenberry ter inserido uma letra à música tema composta pelo Alexander Courage para a TOS. No livro do Engel, é muito comentado que o Roddenberry sempre se apegava a qualquer possibilidade de lucro oferecida pelos seus trabalhos. Que ele não era o camarada mais generoso financeiramente com assistentes, secretárias ou roteiristas sobre seu comando. E, ainda segundo Engel, apesar da “seca” de trabalhos do Roddenberry na década de 70, ele sempre teve uma boa condição de vida, casa “de veraneio”.

    Devem ter cortado muito da entrevista da D.C. Fontana. O livro do Engel não toca no ponto dela ter ficada chateada ou não com o retrabalho do Roddenberry no roteiro dela de Encounter at Farpoint. Porém, vejam só: o Roddenberry insistia que ela deveria entregar o roteiro de The Naked Now com o crédito para o Roddenberry. O Roddenberry e seu fiel advogado apelavam para amizade, camaradagem de anos, para que a D.C. Fontana o fizesse, que havia pressão da Paramount em ter um roteiro assinado pelo Roddenberry. E, vejam só, o roteirista de The Naked Time (TOS), o John D. F. Black, quase se envolveu com contrato e tudo na 1a temporada de TNG, porém ao ver o que se passava com The Naked Now, obviamente queria crédito. O caso foi parar no Sindicato dos Roteiristas, e foi então que os créditos ficaram com a D.C. Fontana e o John D. F. Black. Após as famosas reescritas do roteiro, com suspeitas de que teria sido até pelo advogado do Roddenberry, a D.C. Fontana optou por usar um pseudônimo. E a coisa ficou feia para a D.C. Fontana: colocaram-na numa minúscula sala ao lado de uma sala de máquinas.

    Vocês comentaram sobre o lance da Paramount envolver o Roddenberry na criação e execução da série. Segundo o Engel, a decisão aconteceu porque a Paramount temia com o Roddenberry poderia “inflar” o público contra a série, caso deixado de fora. O livro do Engel muito destaca que o Roddenberry era um excelente vendedor, tinha muito carisma nas convenções, sabia corresponder no palco às expectativas do público das convenções. É muito estranho notar como as coisas mudaram, eu não consigo imaginar que a Paramount Pictures ou a CBS Studios poderiam se incomodar com a parcela “hardcore” hoje.

    O David Gerrold tem muitas outras histórias. Ele chegou ao ponto de entrar com processo para ter crédito como co-criador de TNG, tendo feito um acordo financeiro confidencial para encerrar o processo. No livro do Engel e em outras entrevistas ele diz que o Roddenberry o procurou inicialmente para almoçar, mas nada comentava sobre o que queria para TNG, apenas ouvia. E lá ia o David Gerrold sugerir um capitão mais velho, maduro, diplomata, um primeiro-oficial jovem e que descia aos planetas, um andróide, etc. O Roddenberry então o pede para iniciar a escrita da bíblia da série. E aí entra o advogado, oferecendo um contrato que incluía uma cláusula retroativa para o primeiro almoço entre o Gerrold e o Roddenberry para discutir TNG.

    Dadas as fontes, esses documentários, imagino que o mais correto seria dizer que TNG foi criada pelo Roddenberry, Justman e o Gerrold. O que vocês acham?

    Excelentes colocações sobre o Rick Berman e o Branon Braga. Indico muito o artigo: http://trekmovie.com/2016/08/15/editorial-why-i-embraced-brannon-bragas-star-trek-after-years-of-unfairly-blaming-him/ . Já fui muito imaturo em falar bobagens sobre os dois. Meu pensamento atual é que o Rick Berman era uma figura chave do estúdio para controlar os gastos, ele não era roteirista, era um gerente. Em relação aos filmes da TNG, reforço que temos que pesar que houve interferência dos atores. A sequência do “carro no deserto” em Nemesis, pelo que li, foi meio que uma “proposta” do Stewart. Há um livro sendo finalmente lançado do Michael Piller em que ele comentaria sobre todo o processo desde o roteiro original entregue de Insurrection até a versão para filmar. Segundo o Piller há muitos pedidos de mudanças do estúdio, depois vem pedidos de mudanças dos atores. Não é só o Berman ditando os roteiros/histórias.Tem muita interferência da Paramount nos filmes, o Ronald D. Moore recentemente dizia em entrevista que eram exigidos deles (Berman, Moore e Braga) uma história para Generations que tivesse os klingons, um vilão memorável, 15 minutos iniciais com algo da TOS, retorno somente do Kirk ao final.

    Além da entrevista fantástica com o Maurice Hurley, tivemos nesse documentário entrevista com o Tracy Tormé. Pelo que me lembro, nos lançamentos em DVD e blu-ray de TNG, apenas existiam entrevistas da década de 80 com o Hurley. E é curioso como o negócio era maluco lá nos bastidores com o Gene: segundo a trilha de comentários da Melinda M. Snodgrass em The Measure of a Man, o Roddenberry não teria aprovado inicialmente o roteiro, questionando a presença de advogados no futuro, conflitos entre as pessoas sobre o que fazer com o Data. Curioso.

    Ainda sobre o Maurice Hurley, muito legal vê-lo comentando como ele havia planejado inicialmente a 2a temporada de TNG. É muito bom notar que, de certo modo, o Piller acabou abraçando a idéia central de terminar uma temporada com a ameça dos Borgs. E curioso que o Hurley escreveu uma outra versão do Generations, a proposta eram ter 2 histórias diferentes escritas em paralelo, e então escolher uma delas.

    Sobre o início da 3a temporada, recentemente lia análises no http://themovieblog.com em que questionava-se, muito bem, sobre uma certa falta de lembranças do Michael Wagner. O legado todo da 3a temporada, dos focos dos personagens, é sempre atribuído justamente ao Piller. Porém, é curioso notar que essa mudança iniciou-se na brevíssima passagem do Wagner como showrunner de TNG nos primeiros episódios da 3a temporada.

    Concordo com os comentários sobre como ficou bacana a montagem desse documentário, as animações. Resumiu bem o que já havia lido e trouxe muita coisa bacana. Novamente, insisto, ótimo podcast, ótimo tema e muito boas as colocações dos participantes.

    • http://secao31.blogspot.com.br/ Waldomiro Vitorino

      Eu não lembrava (ou não sabia) da breve parada de Michael Wagner como showrunner da TNG. Vou procurar mais sobre isso. Aliás, não sabia também do lance do Gerrold e seus almoços com Gene durante a concepção de TNG. Mas sim, Justman eu sempre achei que deveria ser creditado como co-criador da série.

      Essa confusão nos bastidores no roteiro de “The Naked Now” eu conhecia só uma parte da história, muito interessante. O livro do Piller sobre Insurrection fiquei sabendo recentemente sobre a publicação tardia, imagino que deve ser muito elucidativo, sei que o ilustre assistente dele, Eric Stillwell, serviu a ele no processo, tal qual nos tempos da TNG.

      Acima de tudo, ficou ainda mais claro pra mim com esse seu comentário, que esse livro que citou é essencial. Futuramente vou adquiri-lo com certeza.

      E cara, eu sou fã do que Berman e Braga fizeram. Como sempre digo, os méritos deles superam em muito, muito mesmo as falhas e erros. As pessoas esquecem muitas vezes que, principalmente no caso de Berman, foram quase 2 décadas à frente de um franchise enorme como Star Trek, que estava em plena expansão durante seu tempo como chefe da coisa toda. Na boa, Gene não conseguiria lidar com isso jamais, nem em seus tempos áureos nas décadas de 50, 60. Afinal, é só ver como ele meio que “abandonou o barco” na terceira temporada da TOS. Berman podia não ser tão criativo quanto Gene, mas sabia contratar gente capaz para as diversas tarefas exigidas, coordenar e delegar tarefas (incluindo aí escritores talentosíssimos), cuidar de prazo, orçamento, etc. Coisas que imagino que Roddenberry jamais teria condições ou mesmo capacidade. E como você bem apontou: a Paramount e os atores interferiram demais negativamente também. No balanço geral, só posso agradecer a B&B pela tutela cuidadosa (na maior, muito maior parte das vezes)) de nossa amada franquia.

      Rafael, muito obrigado pelo seu excelente comentário. Abraço!

  • Tartaruhga Muhtante

    Foi ótima essa tirinha da Tasha…..Mas que maldade….

  • Tartaruhga Muhtante

    Xii, não dá pra baixar o podcast.

    • http://secao31.blogspot.com.br/ Waldomiro Vitorino

      Problema resolvido! Podcast disponível pra baixar, tudo ok. Valeu!